ESTADOS DE PAISAGEM

Ver ao longe, ver o perto. Descobrir o corpo situado no espaço ou rememorar uma paisagem. Modos de estar no lugar, vagando por territórios urbanos limítrofes, periféricos, em processo. Imagens que falam da visceralidade da ocupação e construção do mundo contemporâneo pelas suas bordas, descasos e esquecimentos. Nas involuções da terra, nas demarcações dos lotes, atos de violência, expressão de desejos e de memórias de um porvir. Sob o limite do quadro, reconhece-se a paisagem como experiência, em embate com os modos de representá-la tanto quanto de consumir sua existência como lugar indeterminado.

© 2017  Luciano Bernadino Costa. Por Igor Gimenes